MISTÉRIO: Laudo não aponta tiros ou facadas em advogado achado morto em Xique-Xique

O laudo da necropsia realizada no corpo do advogado Gabriel da Silva Alves, encontrado morto no sábado (29), na zona rural de Xique-Xique, no oeste da Bahia, não identificou sinais de disparos de arma de fogo, ferimentos provocados por arma branca ou fraturas ósseas. A informação foi divulgada nesta terça-feira (1º), durante uma coletiva de imprensa da Polícia Civil.
Apesar dos resultados, a causa da morte de Gabriel ainda não foi esclarecida. Exames complementares foram solicitados e realizados pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT) para auxiliar na identificação do que provocou a morte.
Segundo o delegado Diego Delmondes, responsável pela investigação, a necropsia apresentou informações consideradas relevantes para o caso, mas parte dos dados permanece sob sigilo para não comprometer as apurações.
“Constatou bastante coisas importantes, entre elas que o corpo de Gabriel não consta nenhum tipo de lesão de arma de fogo ou arma branca. Foi pontuado também que ele não sofreu nenhuma fratura óssea. Algumas informações não puderam ser compartilhadas porque estão em segredo de Justiça para que possamos ter êxito nas investigações”, afirmou o delegado.
Desaparecimento
Gabriel estava desaparecido desde a noite de 22 de agosto, quando deixou uma confraternização com amigos em um bar de Xique-Xique. Ele saiu do estabelecimento em uma motocicleta e, posteriormente, fez uma ligação para um amigo.
Durante a conversa, houve interferências na ligação, e o advogado teria mencionado algo relacionado a estar perdido ou ter perdido algum objeto.
Cinco dias depois, a motocicleta de Gabriel foi localizada dentro de um buraco, em uma área de vegetação na zona rural do município. Próximo ao veículo, foram encontrados objetos pessoais do advogado, como óculos e sandálias.
Dois dias depois, o corpo dele foi localizado na mesma região.
Suspeitos presos
Duas pessoas foram presas temporariamente por cinco dias durante as investigações. Conforme a Polícia Civil, há suspeita de que os dois tenham participação no desaparecimento do advogado.
A corporação não divulgou detalhes sobre os investigados nem sobre uma possível relação deles com a morte, alegando que as informações poderiam prejudicar o andamento das apurações.
A Polícia Civil segue ouvindo testemunhas, analisando documentos e examinando objetos apreendidos durante as diligências. O objetivo é reconstruir os últimos passos de Gabriel e esclarecer as circunstâncias da morte.
Gabriel da Silva Alves exercia a advocacia havia três anos e já havia ocupado o cargo de secretário-geral da Comissão de Prerrogativas e Fiscalização do Exercício Profissional da Subseção de Irecê.
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) na Bahia e a Subseção de Irecê lamentaram a morte e cobraram a identificação dos responsáveis pelo caso.
Fonte Informe Baiano
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