Empresário é condenado por agredir e ameaçar Miss Universo

 

O empresário Nasser Chami foi condenado por lesão corporal e ameaça contra a ex-mulher, Guilheny Abramoski, eleita Miss Universo Rio Branco 2023. O crime ocorreu em novembro de 2024, durante um episódio de ciúmes. O julgamento aconteceu na sexta-feira (11), e a decisão foi publicada no Diário da Justiça do Acre na terça-feira (15).

A condenação foi determinada por unanimidade pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC), após recurso do Ministério Público do Acre (MP-AC) contra uma sentença que havia absolvido Chami. O processo tramita em segredo de Justiça. A defesa informou que pretende recorrer.

Segundo o relator, desembargador Samoel Evangelista, havia elementos suficientes para comprovar a ocorrência da lesão corporal e a autoria dos crimes. Entre as provas analisadas está o exame de corpo de delito realizado após o episódio.

O Tribunal também considerou a mudança de versão apresentada por Guilheny durante o processo, que foi desconsiderada no acórdão.

Chami foi condenado por lesão corporal contra mulher por razões da condição do sexo feminino e por ameaça, no contexto de violência doméstica e familiar. A decisão cita a Lei Maria da Penha e estabeleceu regime aberto.

Relembre o caso

Em 18 de novembro de 2024, Guilheny relatou ao g1 que chegou em casa e encontrou o marido “completamente agressivo”. Segundo ela, Chami começou a retirar suas roupas do guarda-roupa e ordenou que deixasse a residência. Quando tentou segurar a porta, teria sido agredida.

“Ele estava literalmente surtado, me bateu bastante, bateu no rosto, na cabeça, me deu vários tapas”, afirmou na época.

Ela contou que correu para outro quarto, mas o marido teria continuado as agressões.

“Eu gritei bastante, eu gritava pedindo para ele parar, dizia: ‘por favor, para, não me bate’ e mesmo assim ele não parava”, relatou.

Ainda conforme o relato de Guilheny, Chami pegou um revólver, colocou na cintura e a obrigou a limpar a bagunça. Depois, teria levado o celular dela ao sair para buscar a filha em uma sessão de terapia.

A Patrulha Maria da Penha foi acionada e constatou hematomas no corpo da modelo.

Chami foi preso na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), mas acabou solto em audiência de custódia no dia 19 de novembro, após o pagamento de fiança. Na ocasião, foram determinadas medidas cautelares, incluindo monitoramento eletrônico e proibição de aproximação ou contato com Guilheny.

O relacionamento durou cerca de um ano e três meses. Na época, Guilheny afirmou: “Ele tem uma filha pequena, sempre foi um bom pai, não imaginava que seria assim como marido”.

Defesa vai recorrer

A advogada Larissa Chaves, responsável pela defesa de Chami, afirmou que pretende recorrer “até que a Justiça seja feita”.

Em nota, a defesa classificou como “um absurdo” o recurso apresentado pelo Ministério Público e afirmou que houve inverdades no processo. Segundo a advogada, a defesa continuará recorrendo em favor de Chami e da própria mulher envolvida no caso.

Fonte Informe Baiano

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Altamirando de lima/Radialista
DRT 5842 Tel(75)9 8176 1290
facebook: Miranda de Lima
Instagram: Sitemirandanews
Instagram:Pastores.mirandaerosangelalim


Nenhum comentário

Tecnologia do Blogger.