GRAVE: Bamor se pronuncia após acusações de agressão e tortura dentro da sede em Salvador

 

A Associação Bamor Nova Era se manifestou nesta terça-feira (21) após as denúncias de agressão, tortura, roubo e extorsão feitas pelo analista de sistemas Roberto Brito de Jesus, de 45 anos. O caso é investigado pela Polícia Civil da Bahia.

Segundo o boletim de ocorrência registrado na 1ª Delegacia Territorial (DT/Barris), Roberto afirma ter sido vítima de uma sessão de violência que teria durado cerca de quatro horas dentro da sede da torcida organizada, localizada no bairro de Nazaré, em Salvador. Ele relata ter sido agredido fisicamente, asfixiado com saco plástico, submetido a afogamento e obrigado a fornecer acesso a aplicativos bancários, de onde teriam sido realizadas transferências que somam mais de R$ 5.000

De acordo com as informações obtidas pelo Informe Baiano, o episódio teria começado após a identificação de um suposto esquema de fraude envolvendo um sistema utilizado pela Bamor para gestão financeira, cadastro de associados e comercialização de produtos. O sistema foi desenvolvido por Roberto, que nega qualquer participação nas irregularidades.

Em nota, a Associação Bamor Nova Era informou que identificou indícios de irregularidades relacionadas ao sistema de cadastro, arrecadação de associados e venda de ingressos. Segundo a entidade, as apurações preliminares apontam que Roberto Brito de Jesus atuava como responsável pela operacionalização do sistema, como representante legal das empresas Lopak Tecnologia e Musa Tickets.

A torcida afirma ainda que as operações consideradas suspeitas teriam sido realizadas por meio de credenciais de acesso vinculadas ao analista e que há indícios de que as supostas irregularidades vinham ocorrendo há mais de um ano. O prejuízo financeiro total ainda está sendo auditado.

Sobre as denúncias de violência, a Bamor declarou que repudia qualquer forma de agressão e negou categoricamente que seu presidente, diretores ou representantes tenham praticado os atos relatados pelo denunciante. A associação informou que os fatos serão esclarecidos perante as autoridades competentes e afirmou que está à disposição para colaborar com as investigações.

Em depoimento à polícia, Roberto declarou que foi chamado à sede da torcida para prestar esclarecimentos sobre suspeitas de fraude. Ele afirmou que negou envolvimento nas irregularidades, embora tenha admitido ter compartilhado sua senha de acesso com outro integrante da organização para atividades relacionadas ao sistema.

Ainda conforme o relato da vítima, durante o período em que permaneceu na sede da torcida, seu telefone celular teria sido acessado por terceiros, que visualizaram conversas privadas, copiaram imagens pessoais e acessaram aplicativos bancários. O analista também afirma que sofreu lesões no rosto, joelhos, cotovelos, tornozelos e costas.

Em nota, a Polícia Civil informou que a 1ª Delegacia Territorial (DT/Barris) investiga a denúncia de agressão física e roubo sofridos por um homem no último sábado (18), na sede de uma torcida organizada, no bairro de Nazaré. Guias para exames periciais foram expedidas e diligências estão em andamento para esclarecer o caso.

Fonte Informe Baiano

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