Aldo Rebelo diz que vai à Justiça se partido barrar sua pré-candidatura para colocar Joaquim Barbosa

 

Foto: Reprodução / CNM

O ex-ministro Aldo Rebelo afirma que irá à Justiça caso sua pré-candidatura à Presidência da República seja barrada pelo DC (Democracia Cristã). Como noticiou a coluna Painel, do jornal Folha de S.Paulo, a legenda lançou o ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, como pré-candidato, abrindo um racha no partido.
 

Aldo foi anunciado oficialmente em fevereiro pela sigla como postulante ao Planalto.
 

"Provavelmente, se for confirmada [a pré-candidatura de Joaquim Barbosa], será levada à convenção e, na pior das hipóteses, um processo de judicialização", afirmou o ex-ministro à Folha. "Se houver ameaça à minha pré-candidatura, nesta hipótese, a questão será judicializada. Se não, marchará para uma disputa tranquila e democrática na convenção."
 

Para Rebelo, a pré-candidatura de Barbosa não passa de um balão de ensaio. O termo é utilizado para classificar uma estratégia de comunicação, geralmente de políticos, para lançar uma ideia ao público e observar a reação geral.
 

Embasa essa avaliação, segundo ele, o fato de que o ex-magistrado não se pronunciou até o momento sobre o assunto.
 

Integrantes da diretoria nacional do DC dizem que a estratégia de divulgação da pré-candidatura de Barbosa estava sendo traçada nos bastidores e seria divulgada em um momento oportuno. Afirmam ainda que pesquisas internas teriam mostrado um desempenho suficientemente bom de Barbosa, ao contrário de Aldo. O magistrado teria tido melhor desempenho principalmente no Paraná e Rio de Janeiro.
 

"O ministro Joaquim Barbosa é um homem que cultua o anonimato, é prudente. Cada coisa no seu tempo, a natureza não dá saltos. Ele está fazendo ao modo dele", disse João Caldas, presidente nacional do DC à Folha. Segundo outra liderança do partido, a sigla foi procurada por amigos do ex-ministro do STF, que teriam comunicado a pretensão dele de concorrer.
 

Joaquim Barbosa teria se filiado dia 2 de abril, no Rio de Janeiro.
 

Primeiro ministro negro a presidir o Supremo, ele antecipou a aposentadoria e deixou a corte em 2014. Indicado por Lula, ganhou notoriedade pela postura dura em relação aos réus como relator do mensalão, caso que condenou parte da antiga cúpula do PT, como o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu.
 

"Até agora ele não se pronunciou, ninguém sabe onde ele foi filiado. Nunca confirmou que é pré-candidato", prosseguiu Aldo, que comandou as pastas da Defesa durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), além do Esporte, Ciência e Tecnologia e coordenou a Secretaria de Relações Institucionais durante o segundo governo Lula (PT).
 

"Confirmada, será levada até a convenção do partido. O partido em SP já declarou que não apoiaria essa candidatura."
 

O presidente do diretório de São Paulo, o ex-deputado petista Cândido Vaccarezza, declarou ao Painel que Barbosa é "inapoiável" e que trabalharia contra a pré-candidatura do ex-magistrado.
 

O ex-deputado federal Paulo César Quartiero, que preside o diretório de Roraima, também se manifestou conta o anúncio, feito pelo presidente nacional do DC. Em evento no estado, com a presença de Caldas, disse que não há possibilidade de realizar a troca. "Estaríamos trocando um estadista por um vigarista", disse.
 

À reportagem, Aldo Rebelo afirma que a sua agenda está mantida. Caso as pré-candidaturas de ambos permaneçam, as disputas entre Barbosa e Rebelo devem ser decididas —se não na Justiça— na convenção partidária do DC, que acontecerá entre julho e agosto.


Fonte Bahia Noticias

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