Voto feminino completa 94 anos no Brasil

 

Com 52,47% dos votantes, brasileiras são maioria e influenciam diretamente os resultados das eleições

Por Cristiano Stefenoni

Nesta terça-feira, 24 de fevereiro de 2026, o Brasil celebra os 94 anos da conquista do direito de voto feminino — um marco que transformou o cenário político do país. Hoje, as brasileiras não apenas podem votar como constituem a maioria do eleitorado nacional: são 81.806.914 eleitoras, o que representa 52,47% do total de 155,9 milhões de votantes aptos, contra 74.076.997 eleitores homens (47,51%), segundo dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) referentes às Eleições de 2024.

Os números atuais ilustram como esse direito conquistado há quase um século reverbera no presente. Com mais de 8 milhões de eleitoras a mais que eleitores, as mulheres hoje influenciam de forma determinante os resultados eleitorais em grande parte do país — em cerca de 62% dos municípios o eleitorado feminino supera o masculino.

A vitória formal do sufrágio feminino no Brasil foi selada em 1932, com a promulgação do Decreto nº 21.076, que instituiu o primeiro Código Eleitoral brasileiro e assegurou às mulheres o direito de votar e de serem votadas em todo o país, ainda que de forma incipiente.

A caminhada até essa conquista teve início décadas antes, quando pioneiras como Celina Guimarães Viana, que em 1928 se tornou a primeira mulher a votar no Brasil ao registrar-se em Mossoró (RN), desafiaram normas sociais e jurídicas que excluíam as mulheres do debate político.

Além de Guimarães Viana, militantes como Leolinda Daltro e Mietta Santiago foram vozes ativas do movimento sufragista — organizando encontros, escrevendo e pressionando legisladores em busca de igualdade política em uma sociedade que inicialmente negava às mulheres até mesmo o direito à alfabetização e participação cívica plena.

Embora o voto feminino tenha sido consolidado de forma igualitária apenas em 1965 — quando se tornou obrigatório para mulheres na mesma medida que para homens — a presença expressiva das eleitoras nas urnas reflete uma mudança cultural profunda, que vai além da legislação e dialoga com a ampliação da participação política e social das mulheres brasileiras.

Fonte Comunhão


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